Segurança Digital

Ransomware invade Omnicell e rouba 1 TB de dados

Continua depois da publicidade

A fornecedora internacional de tecnologia médica Omnicell tornou se alvo de um grande ataque cibernético operado pelo grupo de ransomware Everest.

De acordo com informação, o grupo afirma ter invadido a rede corporativa da empresa e roubado 1 TB de arquivos confidenciais, incluindo códigos fonte de softwares hospitalares, bancos de dados e credenciais administrativas.

Continua depois da publicidade

A Omnicell é uma das maiores fabricantes mundiais de sistemas automatizados para dispensação de medicamentos e gestão de farmácias em hospitais e clínicas. Ela fornece robôs de medicação e softwares de controle de estoque utilizados por instituições de saúde em diversos países para evitar erros de dosagem e gerenciar suprimentos médicos sensíveis.

Certamente esse ataque cibernético representa uma ameaça direta à segurança da informação no setor de saúde. A exposição de códigos fonte e pacotes de instalação de sistemas hospitalares permite que outros grupos de hackers analisem a estrutura do software em busca de novas brechas para invadir diretamente os hospitais que utilizam a tecnologia.

O volume de informações exfiltradas e os riscos para o setor médico

De acordo com alegações publicadas pelo grupo Everest em portais da internet secreta, o acervo de dados roubados contém arquivos de banco de dados no formato SQL, pacotes de implantação de softwares, atualizações de firmware para dispositivos médicos e chaves de acesso a servidores internos.

A exfiltração de dados em ataques de ransomware tornou se a principal ferramenta de extorsão dos cibercriminosos. Além de bloquear o acesso aos sistemas através de criptografia, os invasores ameaçam publicar os arquivos confidenciais da empresa na internet caso o valor solicitado como resgate não seja pago no prazo estipulado.

Especialistas em cibersegurança apontam que o vazamento de códigos fonte de sistemas hospitalares aumenta imensamente a superfície de ataque para toda a rede de saúde. Invasores podem encontrar falhas ocultas nos programas para desativar equipamentos de dispensação de remédios ou alterar registros de pacientes.

Continua depois da publicidade

Ações de contenção e monitoramento da infraestrutura

Equipes de resposta a incidentes e peritos em computação forense acompanham o caso para verificar a extensão da invasão e validar a veracidade dos arquivos divulgados pelos criminosos.

A prioridade das investigações é determinar se houve acesso indevido a dados de pacientes ou interrupção nos serviços de automação fornecidos aos hospitais.

Instituições de saúde que utilizam soluções da fabricante foram orientadas a reforçar o monitoramento de suas redes internas e auditar os acessos remotos das ferramentas de gestão de medicamentos.

O isolamento de servidores de automação e a troca de credenciais administrativas são medidas fundamentais para evitar invasões derivadas do vazamento.

O ataque contra a Omnicell reforça a tendência de cibercriminosos mirando empresas que fornecem tecnologia essencial para serviços críticos. A proteção de ambientes médicos exige vigilância constante sobre fornecedores de software para garantir que falhas na cadeia de suprimentos não coloquem vidas em risco.

Continua depois da publicidade

Segurança proativa em sistemas de saúde

A gestão de riscos cibernéticos na área médica exige a implementação de defesas em camadas e planos de contingência testados frequentemente. O isolamento de redes operacionais que controlam equipamentos físicos impede que invasões no ambiente corporativo afetem a entrega de medicamentos aos pacientes.

A transparência na divulgação de incidentes e a cooperação entre fabricantes e hospitais continuam sendo essenciais para conter os impactos de ataques cibernéticos. O fortalecimento dos controles de acesso e a auditoria contínua de código permanecem como pilares indispensáveis para a resiliência da infraestrutura de saúde.

Publicidade
Fonte
TechNadu

Felipe F

Profissional de tecnologia com formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Segurança da Informação. Atua na área de infraestrutura e segurança, escrevendo sobre ameaças cibernéticas, Linux e segurança digital.