Curiosidades

A dependência de tecnologia americana no Brasil é maior do que você imagina

Todo brasileiro que acorda, desbloqueia o celular e manda aquele bom dia no grupo da família mal sabe que já começou o dia sendo cliente gratuito de uma corporação americana. Parece exagero? Spoiler: não é.

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Na prática, nossa infraestrutura digital é quase toda made in USA. De serviços bancários até o meme do dia, tem sempre uma big tech por trás.

A tal da nuvem: invisível, mas extremamente importante

AWS, Azure, Google Cloud. Se esses nomes não dizem nada para o cidadão brasileiro, deveriam. Porque sem eles, a internet no Brasil basicamente entra em colapso. Sites do governo, sistemas de banco, lojas online, tudo depende dessas estruturas. E elas, surpresa, em boa parte não estão no Brasil. Em sua maioria são datacenters controlados por empresas americanas que sustentam nosso cotidiano digital.

Startups brasileiras? Escalam usando Amazon. Fintechs? Algumas guardam dados no Google. E se uma dessas empresas resolver dar um tempo por aqui, é blackout digital. Literalmente.

Smartphones: sem meme, sem app de banco

Você está lendo isso num Android ou iPhone, certo? Pois é, os dois são sistemas operacionais dos Estados Unidos. E os computadores? Windows ou macOS. Nada de novo aqui.

Mas o que pouca gente percebe é que isso vai muito além da estética. Segurança, atualizações, acesso a aplicativos tudo passa por servidores e decisões de empresas americanas. Se um dia decidirem que o Brasil “não está mais nos planos”, o impacto seria instantâneo meus caros leitores(a).

Redes sociais: nossa praça pública é privada (e pasmem americana)

WhatsApp, Facebook, Instagram, YouTube, TikTok… quer dizer, TikTok não, esse é chinês mas o resto? Tudo americano. É por essas redes que rola a fofoca, o desabafo, a “campanha política” e o atendimento ao cliente. E mesmo sendo um dos maiores mercados consumidores, o Brasil não manda nada ali.

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Ou seja, o brasileiro no dia a dia utiliza muitas tecnologias que foram desenvolvidas por empresas americanas.

O Pix é nosso, mas o resto…

Sim! O Pix é uma das poucas inovações brasileiras que deram certo e foram adotadas em massa. Um respiro de autonomia tecnológica. Mas ele ainda convive com uma estrutura de pagamentos global dominada por empresas como Visa, Mastercard, Stripe e PayPal todas americanas.

Nos bastidores das fintechs e apps, muitas integrações dependem de APIs e serviços em nuvem fornecidos por empresas dos EUA. Se houver sanções, mudanças de política ou cortes de acesso, o Brasil deverá se adaptar.

Além disso, grande parte da infraestrutura crítica do sistema financeiro, especialmente em bancos tradicionais, ainda roda sobre tecnologias de empresas como a IBM também americana.

Inteligência Artificial: o novo petróleo, mas sem poço brasileiro

ChatGPT, Gemini, Claude… esses nomes estão dominando o debate de Inteligência Artificial. E todos têm uma coisa em comum: endereço fiscal nos EUA. Não existe ainda uma IA brasileira de uso massivo. O que significa que até para automatizar atendimento, escola ou empresa, dependemos de tecnologia de fora.

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E vamos combinar, IA nos dias de hoje é poder. Quem controla os dados, controla as decisões. E adivinha quem está com a chave do cofre? Pois é o EUA.

Segurança cibernética…

A gente fala de soberania e esquece que até a proteção de dados no Brasil é feita com ferramentas importadas. Cisco, Fortinet, Palo Alto Networks… todas americanas. E não estamos falando só de empresa privada, viu? Tem governo também nessa brincadeira.

Ou seja, se der ruim, se houver uma crise diplomática, um bloqueio, ou só má vontade… ficamos expostos no meio da internet.

Chips e semicondutores: a base da base não é nossa

Quer falar de autonomia e não mencionar chips? Impossível. Porque nenhum smartphone, computador ou servidor roda sem eles. E quem fabrica? Intel, AMD, NVIDIA, Qualcomm tudo EUA. A TSMC, que é taiwanesa, ainda assim depende de licenças americanas para continuar operando.

E o Brasil? Tem talento, mas é necessário escalar. Se rolar outra pandemia ou uma guerra comercial, vamos estar no mesmo buraco de sempre, esperando o próximo lote de placas-mãe.

Dependência tecnológica americana no Brasil

E aí, já parou pra pensar no quanto de coisas comuns do dia a dia dependem de empresas americanas e como elas estão em vários setores? Deixe seu comentário.

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