Segurança Digital

Carteira falsa de Bitcoin instala RAT DarkComet para roubar dados

Criminosos digitais estão usando um truque antigo com uma nova roupagem: uma carteira falsa de Bitcoin para instalar o trojan de acesso remoto DarkComet em máquinas de vítimas. Mesmo abandonado por seu criador há anos, o DarkComet segue sendo usado por cibercriminosos graças à sua capacidade de espionar e controlar sistemas infectados.

Pesquisadores identificaram uma campanha recente utiliza um arquivo compactado (RAR) chamado “94k BTC wallet.exe” para enganar usuários interessados em criptomoedas. O nome atrativo e o tema popular tornam o golpe ainda mais eficaz, especialmente entre aqueles que baixam ferramentas de fontes não confiáveis.

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Como o ataque é executado

O ataque começa com o download do arquivo RAR, que contém um executável mascarado como uma carteira de Bitcoin. Esse executável está compactado com UPX, uma técnica que reduz o tamanho do arquivo e dificulta sua detecção por antivírus tradicionais.

Ao ser executado, o malware se instala no sistema, copia-se para uma pasta oculta no diretório de usuário e cria uma chave de inicialização automática no registro do Windows. Com isso, garante sua persistência mesmo após reinicializações do computador.

O que o DarkComet é capaz de fazer

Depois de instalado, o DarkComet se conecta a um servidor remoto para receber comandos e enviar dados coletados. Entre suas capacidades estão:

  • Captura de teclas digitadas (keylogging);
  • Tirar capturas de tela do sistema;
  • Controle remoto completo do computador;
  • Injeção de código em processos legítimos, como notepad.exe, para se manter invisível.

O malware ainda utiliza técnicas para evitar que mais de uma instância rode ao mesmo tempo, e armazena logs em pastas específicas antes de enviá-los ao servidor controlado pelos invasores.

Por que essa ameaça ainda funciona

O sucesso desse tipo de golpe mostra que, mesmo malwares antigos, quando combinados com boas estratégias de engenharia social, continuam sendo perigosos. O apelo de ferramentas relacionadas a criptomoedas atrai vítimas curiosas ou desprevenidas, que muitas vezes ignoram medidas básicas de segurança.

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Como se proteger

Para evitar cair em golpes semelhantes, as principais recomendações são:

  • Baixar softwares apenas de sites oficiais ou fontes verificadas;
  • Não confiar em promessas de ferramentas “grátis” ou milagrosas;
  • Verificar assinaturas digitais antes de instalar qualquer programa;
  • Implementar políticas de restrição de execução de arquivos desconhecidos;
  • Manter antivírus e soluções de monitoramento comportamental atualizados.

Cuidado com carteiras falsas de Bitcoin

O caso da carteira falsa com DarkComet reforça um ponto importante: nem todo malware precisa ser novo para causar estrago. Quando embalado em uma isca atraente, como uma suposta ferramenta de Bitcoin, até um trojan antigo pode voltar a ser um grande problema. A melhor defesa continua sendo a atenção e a prevenção.

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Felipe F

Profissional de tecnologia com formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Segurança da Informação. Atua na área de infraestrutura e segurança, escrevendo sobre ameaças cibernéticas, Linux e segurança digital.