Curiosidades

Quem é a UnionPay? Conhecendo a gigante chinesa que desafia o mercado global de pagamentos

Nos últimos anos, a UnionPay emergiu como uma força dominante no mercado global de pagamentos, desafiando a hegemonia de bandeiras como Visa e Mastercard. Com a recente chegada ao Brasil, em meio a debates políticos envolvendo sanções internacionais, a empresa tem atraído atenção. Mas quem é a UnionPay, e por que ela é tão relevante no cenário tecnológico e financeiro?

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Origem e história da UnionPay

A UnionPay, também conhecida como China UnionPay (em chinês: 中国银联, Zhōngguó Yínlián), é uma corporação estatal de serviços financeiros sediada em Xangai, China. Fundada em 26 de março de 2002, sob a aprovação do Banco Popular da China (PBOC), a UnionPay foi criada para unificar o sistema de cartões bancários do país, conectando bancos chineses e facilitando transações interbancárias.

Sua origem remonta ao “Projeto Cartão Dourado” (Golden Card Project), idealizado em 1993 pelo então líder chinês Jiang Zemin, com o objetivo de modernizar os pagamentos eletrônicos na China. A UnionPay opera como a principal associação de cartões bancários da China, funcionando como uma rede de transferência eletrônica de fundos no ponto de venda (EFTPOS) e conectando caixas eletrônicos (ATMs) de todos os bancos do país.

Desde sua fundação, a empresa cresceu exponencialmente, superando Visa e Mastercard em 2015 como a maior processadora de pagamentos com cartão (débito e crédito) em valor total de transações globais.

UnionPay International e sua expansão global

Já a UnionPay International (UPI), é uma subsidiária integral criada em novembro de 2012, é responsável pela expansão global da marca. Com parcerias com mais de 2.600 instituições financeiras em todo o mundo, a UPI possibilitou a aceitação de cartões UnionPay em 183 países e regiões, com emissão de cartões em 84 países.

Os cartões UnionPay são amplamente aceitos em mercados como Hong Kong, Macau, Singapura, Austrália, Canadá, Japão e Reino Unido, cobrindo desde caixas eletrônicos até comerciantes em setores como varejo, turismo, educação e entretenimento.

Por exemplo, no Japão, mais de 1,3 milhão de comerciantes aceitam UnionPay, com 90% de cobertura em pontos de venda (POS). Na Austrália, 95% dos POS e 99% dos ATMs suportam a bandeira. Além disso, a UnionPay expandiu seus serviços para pagamentos móveis e online, integrando-se a plataformas como Google Play, Huawei Pay e Apple Pay em diversos mercados.

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UnionPay no Brasil um movimento estratégico

Certamente caros leitores(a) a entrada da UnionPay no Brasil, anunciada em 2025, ocorre em um contexto político delicado, marcado por tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e os Estados Unidos.

As ameaças de sanções dos EUA via Lei Magnitsky, que poderiam restringir o acesso de autoridades brasileiras a sistemas financeiros ocidentais (como Visa, Mastercard e SWIFT), impulsionaram a busca por alternativas.

E ai entra a UnionPay, com seu sistema CIPS (Cross-Border Interbank Payment System), surge como uma opção para contornar essas restrições, promovendo a “desdolarização” e a independência do sistema financeiro ocidental.

No Brasil, a UnionPay já opera em parceria com bancos locais, oferecendo serviços de pagamento “contactless” e testando o mercado para uma expansão mais robusta. A bandeira é vista como uma resposta estratégica à possível exclusão do Brasil do sistema SWIFT, controlado por instituições ocidentais.

Posts recentes no X destacam a chegada da UnionPay como um marco para os BRICS, reforçando a narrativa de um movimento para desafiar a hegemonia financeira dos EUA.

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Desafios e preocupações

Apesar de seu crescimento, a UnionPay enfrenta desafios. Como uma empresa estatal chinesa, controlada pelo Banco Popular da China, a coleta de dados financeiros por uma entidade estrangeira levanta preocupações sobre privacidade e cibersegurança no Brasil.

Além disso, a operação no país exige parcerias com bancos locais, que podem recusar clientes sancionados, limitando o impacto da bandeira em cenários de sanções internacionais. Outro ponto crítico é a percepção de que instituições ocidentais.

Sem sombra de dúvidas a chegada da gigante chinesa ao mercado brasileiro trás grandes questionamentos. Uma vez que ela é uma empresa estatal chinesa, supervisionada pelo Banco Popular da China.

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Equipe Tech Start XYZ

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