A Microsoft divulgou uma vulnerabilidade de injeção de SQL no Microsoft SQL Server que pode permitir a atacantes autenticados escalarem seus privilégios na rede. Identificada como CVE‑2025‑59499, a falha foi classificada com gravidade “Important” e se baseia na falha de neutralização adequada de elementos especiais em comandos SQL.
Por que essa falha representa um risco elevado
O que torna essa vulnerabilidade especialmente crítica é a forma como ela pode ser explorada: o invasor precisa apenas de credenciais válidas do sistema SQL Server, e pode atuar remotamente sem necessidade de acesso local. A complexidade para exploração é baixa e não há necessidade de interação adicional do usuário.
Além disso, os impactos esperados incluem comprometimento total da confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados, conforme indicado na pontuação CVSS.
Como o ataque opera na prática
A origem da falha está no mecanismo de processamento de consultas do SQL Server, que não trata corretamente entradas malformadas ou manipuladas. Um atacante autenticado pode injetar comandos SQL cuidadosamente formatados para contornar controles de segurança e executar código arbitrário com privilégios avançados. Dependendo do ambiente comprometido, ele pode manipular, exfiltrar ou apagar dados sensíveis.
A postura de mitigação obrigatória
A Microsoft já disponibilizou correções para as versões afetadas do SQL Server é fundamental que administradores de banco de dados priorizem a instalação destes patches. Reforçar o princípio de privilégio mínimo, revisar acessos concedidos ao servidor e monitorar padrões de consulta incomuns são medidas essenciais.
Mesmo que não haja relatos públicos de exploração em massa até o momento, o vetor de ataque é tão direto que não se pode descartar alto risco futuro. Equipamentos que operam em produção com dados sensíveis devem ser tratados com urgência.
Essa vulnerabilidade reforça que sistemas críticos como servidores de banco de dados não podem ser tratados como caixas negras. Atualizações regulares, políticas de acesso restritivas e monitoramento contínuo são o mínimo exigido para mitigar ameaças emergentes. Se a sua organização utiliza o SQL Server em ambientes de produção, o momento de agir é agora.







