Falar sobre segurança da informação em reuniões de orçamento pode ser frustrante. Você apresenta riscos concretos, fala de compliance, mostra o que pode acontecer se nada for feito e do outro lado, o que volta é: “Mas isso vai custar quanto?”.
Essa é a realidade de muitos profissionais de TI, segurança e tecnologia que precisam justificar investimento em proteção para gestores que só enxergam custo. Mas existe um caminho: transformar segurança em valor de negócio.
Segurança não é despesa é seguro contra perdas
Investir em segurança é como contratar um seguro empresarial. Você espera nunca usar, mas se não tiver, o prejuízo pode ser fatal. A diferença é que, no digital, o risco é diário.
Vazamento de dados, indisponibilidade de sistemas, invasão de rede ou sequestro de informações (ransomware) não são mais raridades. A pergunta certa não é se vai acontecer, mas quando e quanto vai custar para se recuperar.
O custo da inação é maior do que o da prevenção
Ao justificar um projeto de segurança, traga números. Mostre quanto tempo o sistema ficou parado na última falha. Quantos clientes foram impactados. Qual foi o custo de suporte, horas extras, retrabalho. E mais importante: o quanto a reputação da empresa foi afetada.
Se possível, simule um cenário de ataque:
- Um ransomware trava os sistemas por 48 horas.
- O time de suporte entra em colapso.
- Os backups estavam mal configurados.
- Perda estimada: R$ 500 mil em produtividade, contratos e confiança.
A conta fica mais clara. Segurança deixa de ser “custo extra” e vira proteção do core business.
Fale a linguagem do negócio
Evite termos técnicos. Em vez de “criptografia AES de 256 bits”, fale em “proteção contra acesso indevido a dados sensíveis dos clientes”.
Troque “firewall de última geração” por “camada de defesa que impede invasões antes que causem prejuízo”. Mostre como a segurança viabiliza a operação e não como um obstáculo.
O gestor quer saber:
- Isso evita multa?
- Isso me ajuda a vender mais?
- Isso reduz tempo parado?
- Isso protege a imagem da marca?
Traga respostas práticas para essas perguntas, isso certamente vai ajudar a entender que segurança digital é importante para a continuidade dos negócios da empresa.
Associe segurança a conformidade e competitividade
LGPD, GDPR, PCI-DSS, ISO 27001. Compliance não é mais opcional. Empresas que não se adequam correm riscos legais, de imagem e de negócio.
Além disso, cada vez mais clientes exigem garantias de segurança antes de fechar contrato. Em muitas áreas, como fintechs, saúde, educação e e-commerce, ter segurança é um diferencial competitivo.
Não basta dizer que é seguro é preciso provar. E para isso, investimento é obrigatório.
Use benchmarks e dados de mercado
Mostre como outras empresas estão se protegendo. Traga dados de ataques recentes no seu setor. Mostre que não é paranoia é estatística.
- “Mais de 60% das pequenas empresas fecham após um ataque cibernético.”
- “Ransomware custa, em média, R$ 1,2 milhão por incidente.”
- “Tempo médio de indisponibilidade por falha de segurança: 23 horas.”
Esses números mudam a conversa, pois você estará trazendo dados reais.
Apresente segurança como investimento escalável
Nem tudo precisa ser comprado de uma vez. Mostre que é possível criar uma jornada de maturidade, com fases bem definidas:
- Diagnóstico.
- Correções imediatas.
- Automatizações.
- Monitoramento contínuo.
Com isso, você mostra que o investimento é controlado, mensurável e traz retorno progressivo.
Mostre o retorno sobre segurança (ROSI)
O conceito de ROSI (Return on Security Investment) ajuda a apresentar segurança como algo com retorno.
Exemplo:
- Investimento: R$ 50 mil em soluções e treinamento.
- Benefício: Redução de 80% nos incidentes, menor carga de suporte, confiança do cliente mantida.
- Economia projetada: R$ 200 mil em um ano.
Agora segurança tem ROI e o gestor passa a ver valor.
O risco invisível é o mais caro
Ignorar segurança não gera economia, gera dívida técnica e risco silencioso. E mais cedo ou mais tarde, o custo dessa escolha chega em forma de falha, vazamento, sanção ou perda de negócio.
Mostrar isso de forma clara, conectada ao impacto real, é o que transforma o “gasto com segurança” em investimento estratégico.







