Inteligência Artificial

Conheça o sistema de IA que faz o Pentest por você

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Se você atua na área de tecnologia, já sabe o drama: fazer um teste de invasão (pentest) para descobrir falhas de segurança é um processo que exige paciência de monge. Você precisa abrir dez abas, rodar uma ferramenta aqui, anotar o resultado ali, tentar uma estratégia nova acolá… é um trabalho manual imenso.

Mas e se existisse um “gerente” de IA que cuidasse dessa bagunça toda? É exatamente essa a proposta do PentAGI. Ele é um projeto de código aberto (ou seja, grátis para usar e modificar) que usa vários agentes de inteligência artificial para planejar e executar ataques de segurança de forma autônoma.

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Como o “time de robôs” se organiza?

O grande segredo do PentAGI é que ele não tenta fazer tudo com um único robô. Ele divide o trabalho em uma hierarquia, como se fosse uma pequena empresa de segurança digital dentro do seu computador. Existe um Orquestrador (o chefe) que recebe a missão e delega as funções para três especialistas:

  1. O Pesquisador: Sabe aquele início de trabalho chato de ficar procurando vulnerabilidades e informações sobre o alvo? Esse robô faz isso em segundos, consultando bases de dados de falhas conhecidas.
  2. O Estrategista: Com as informações na mão, esse agente pensa: “Beleza, se o alvo tem essa falha, qual o melhor jeito de entrar?”. Ele desenha o plano de ataque.
  3. O Executor: Esse é o braço operacional. Ele recebe as ordens e roda os comandos reais para tentar a invasão.

Segurança em primeiro lugar (o tal do Sandboxing)

Você deve estar pensando: Mas deixar uma IA rodar comandos de ataque no meu PC não é perigoso?. A galera que criou o PentAGI pensou nisso. Tudo o que o sistema faz acontece dentro de “bolhas” isoladas chamadas containers Docker.

Dentro dessa bolha, ele usa o Kali Linux, que é o sistema operacional favorito dos hackers éticos. Já vem tudo pronto: nmap para mapear a rede, Metasploit para testar as invasões e muitas outras ferramentas. Se algo der errado, é só fechar o container e o seu computador principal continua limpinho.

O cérebro por trás da operação

Uma das coisas mais legais é que o PentAGI é “democrático”. Você não precisa ficar preso apenas ao ChatGPT. Ele aceita as chaves de quase todas as IAs famosas, como o Claude (Anthropic), o Gemini (Google) e até o DeepSeek.

Para quem trabalha em empresas que levam a sério a privacidade e não podem mandar dados para fora, o PentAGI permite usar o Ollama. Isso significa que você pode rodar uma IA potente dentro do seu próprio servidor, sem que nenhum dado saia da sua rede local.

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Além disso, ele resolve um problema comum das IAs: o esquecimento. Ele tem um sistema de memória inteligente que guarda o que já foi feito em um banco de dados e resume as conversas longas. Assim, a IA não se perde no meio de um teste que demora horas ou dias.

Vale a pena instalar?

Se você quer automatizar a segurança da sua empresa ou apenas estudar como os ataques acontecem na prática, o PentAGI é um prato cheio. Ele é fácil de instalar via Docker Compose e não exige um supercomputador com 4GB de memória RAM e um pouquinho de espaço em disco, você já consegue começar a brincar.

Para quem é mais avançado, ele ainda oferece painéis bonitos (como o Grafana) para você ver gráficos de tudo o que está acontecendo e até se conecta com outras ferramentas de desenvolvedor.

O PentAGI ainda está evoluindo, mas já mostra que o futuro da segurança digital não é apenas humano, mas sim uma parceria entre a nossa malícia e a velocidade da inteligência artificial.

O que achou dessa nova fase dos testes de segurança? O projeto está todo lá no GitHub esperando por novos usuários!

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Felipe F

Profissional de tecnologia com formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Segurança da Informação. Atua na área de infraestrutura e segurança, escrevendo sobre ameaças cibernéticas, Linux e segurança digital.