Quem trabalha com infraestrutura ou segurança da informação já se deparou com essa dúvida: “Você quer backup ou snapshot?” E a resposta muitas vezes é “os dois” mesmo sem entender muito bem a diferença. Embora ambos sirvam para preservar dados, eles têm propósitos, arquiteturas e impactos operacionais completamente distintos.
O que é backup?
Backup é uma cópia independente e completa de dados, feita com o objetivo de recuperação em caso de falha, corrupção, exclusão ou ataque. Pode incluir arquivos, bancos de dados, configurações de sistemas e até imagens de máquinas inteiras.
A lógica do backup é simples: você copia os dados e os armazena em um local separado de preferência, fora do ambiente original. Essa separação física e lógica é o que garante que, em caso de desastre, seja possível restaurar o ambiente a partir dessa cópia.
Os backups podem ser:
- Full: cópia total de tudo.
- Incremental: copia apenas o que mudou desde o último backup.
- Diferencial: copia o que mudou desde o último backup full.
Eles podem ser armazenados localmente, em fitas, em storage dedicado ou na nuvem. O importante é sem seguir a regra 3-2-1-1-0. Sendo três cópias do dado, duas mídias diferentes, uma cópia externa, uma cópia imutável ou off-line e sem erros após testes automatizados de restauração.
O que é snapshot?
Snapshot é uma fotografia instantânea do estado de um sistema em um dado momento. Ao contrário do backup, o snapshot não copia os dados ele marca blocos e referencia o que existia naquele momento.
É extremamente rápido, ocupa pouco espaço e permite reverter estados em segundos. Porém, é dependente do ambiente onde foi criado. Se o disco ou a máquina física for comprometida, o snapshot vai junto.
Snapshots são ideais para:
- Testes rápidos.
- Antes de atualizações ou deploys.
- Restauração instantânea de pequenos erros.
Mas não são uma solução de recuperação de desastres. Confundir isso pode custar caro, ou seja caro leitor(a) snapshot não é backup.
Diferenças práticas entre backup e snapshot
Armazenamento
Backups são feitos para durar, armazenados fora do sistema original. Snapshots ficam no mesmo disco ou volume são temporários por natureza.
Performance
Snapshot é quase instantâneo. Backup consome mais tempo, pois envolve leitura e gravação extensas.
Finalidade
Snapshot serve para reversões rápidas. Backup serve para proteção contra perdas completas.
Persistência
Backups podem ser versionados, criptografados e armazenados por anos. Snapshots são úteis por horas ou dias.
Riscos de confiar só em snapshots
Muitas empresas caem na armadilha de confiar apenas em snapshots para proteção. O problema é que, se o ambiente físico for comprometido por ransomware, falha de disco ou erro humano todos os snapshots podem ser perdidos junto com o sistema principal.
Além disso, snapshots não oferecem versionamento histórico real. Você pode reverter a um ponto, mas não recuperar múltiplas versões de um dado alterado ao longo do tempo.
Quando usar backup
- Para proteger dados críticos.
- Para atender compliance e auditorias.
- Em estratégias de recuperação de desastres (DR).
- Para manter cópias fora do ambiente de produção.
- Quando for necessário reter informações por longos períodos.
Quando usar snapshot
- Antes de atualizações arriscadas.
- Em ambientes de testes e homologação.
- Para recuperação rápida em caso de erro pontual.
- Para rollback de sistema em questão de segundos.
Snapshots são ferramentas poderosas quando usadas com consciência. Mas jamais devem substituir um plano de backup robusto.
O melhor dos dois mundos
O ideal é combinar os dois: usar snapshots para agilidade e backups para resiliência. Muitos sistemas modernos, como Veeam, oferecem integração com ambos, permitindo que o snapshot seja convertido em backup real, com versionamento, criptografia e replicação offsite.
Essa abordagem híbrida oferece velocidade no dia a dia e segurança em longo prazo.
Não confunda agilidade com proteção
Snapshot te dá velocidade. Backup te dá segurança. Um não substitui o outro, e saber usá-los de forma estratégica é o que separa ambientes profissionais de amadores.
Se sua empresa ainda depende apenas de snapshots para garantir integridade dos dados, talvez seja hora de repensar o plano. Porque quando o desastre acontece, não há CTRL+Z só restauração eficiente.







