NavegadoresNotíciasSegurança

ATUALIZE AGORA: Falha crítica no Chrome permite invasão com um clique

Se você é daqueles que ignora a atualização do navegador por preguiça de reiniciar o Chrome, talvez seja hora de repensar isso. O Google lançou o Chrome 140 e, por trás do changelog “burocrático”, esconde-se algo sério: uma brecha crítica que pode permitir que atacantes executem código malicioso remotamente no seu sistema. Sim, do jeitinho que você está pensando.

Continua depois da publicidade

O update está chegando aos poucos para Windows, macOS e Linux com as versões 140.0.7339.80/81, e a principal recomendação é clara: atualize imediatamente.

O que mudou no Chrome 140?

Entre correções visuais e melhorias de estabilidade que ninguém liga, o destaque do Chrome 140 vai para seis falhas de segurança corrigidas sendo três delas descobertas por pesquisadores externos que literalmente ganharam grana para mostrar onde o Google errou. E olha… o erro foi grande.

A falha mais preocupante é a CVE-2025-9864, classificada como de alta gravidade. Ela foi descoberta por Pavel Kuzmin, da Yandex Security Team, e afeta diretamente o motor JavaScript V8 coração da execução de scripts dentro do navegador.

Traduzindo: com essa falha, um atacante poderia forçar o Chrome a liberar memória antes da hora (o famoso use-after-free), abrindo espaço para execução de código remoto. Ou seja, você visita um site aparentemente normal, e puf, o hacker assume o controle.

Outras falhas corrigidas

Além da bomba principal, o Chrome 140 corrigiu outras vulnerabilidades sérias:

CVEGravidadeDescoberto porRecompensa
CVE-2025-9865MédiaKhalil Zhani$5000
CVE-2025-9866MédiaNDevTK$4000
CVE-2025-9867MédiaFarras Givari$1000
CVE-2025-9864AltaPavel Kuzmin (Yandex Security Team)NA

O trabalho por trás dos panos

Nem tudo vem de fora. O time interno do Google também fez sua parte, usando uma verdadeira tropa de choque de ferramentas como AddressSanitizer, MemorySanitizer, UndefinedBehaviorSanitizer, libFuzzer, AFL, e outros nomes complicados que basicamente significam: “jogamos o navegador em um liquidificador para ver onde ele quebra”.

Continua depois da publicidade

Um desses testes internos levou ao patch ID 442611697, que resolveu uma série de vulnerabilidades menores em uma tacada só.

O mérito aqui é do processo de fuzzing contínuo que o Google mantém ou seja, ficam testando o Chrome com dados malformados 24/7 até acharem algo estranho.

Por que isso importa?

Porque, sejamos francos, o navegador virou o sistema operacional do cidadão comum. É onde você faz o PIX, acessa o banco, envia contrato, trabalha, faz entrevista, e às vezes até… bom, você sabe.

Uma falha no V8 que permite execução de código remoto não é só “um bug técnico” — é uma ameaça real à sua privacidade, seus dados e sua máquina. E tudo isso pode acontecer sem você clicar em absolutamente nada suspeito.

Como se proteger?

Simples:

Continua depois da publicidade
  • Abra o Chrome
  • Vá em “Ajuda” > “Sobre o Google Chrome”
  • Veja se você já está na versão 140.0.7339.80 ou superior
  • Se não estiver, ele vai começar a atualizar
  • Reinicie o navegador depois (não adianta só deixar a aba aberta)

Se você usa a versão Extended Stable, vai receber a 140.0.7339.81. Mesma segurança, só muda o timing da distribuição.

A cada nova versão, o Chrome reforça o que a gente já sabe mas insiste em ignorar: atualizar é mais importante do que parece. Os hackers estão cada vez mais rápidos, e a janela entre uma falha descoberta e um exploit ativo está cada vez menor.

Então, da próxima vez que o Chrome te pedir pra reiniciar, não adie. Você pode estar protegendo sua máquina de um ataque invisível.

Publicidade

Felipe F

Profissional de tecnologia com formação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e MBA em Segurança da Informação. Atua na área de infraestrutura e segurança, escrevendo sobre ameaças cibernéticas, Linux e segurança digital.